sábado, dezembro 11, 2004

Nem aguentei bicho...

Não aguentei esperar até amanhã pra comentar uma música daquele que foi considerado o melhor albúm já lançado na história: Nevermind! Nevermind! Nevermind! Tanto no aspecto poético, quanto sonoro e técnico, não tem pra ninguém não (nem Beattles, nem Elvis, nem caralho nenhum), é o melhor! A música é a faixa 7 do disco, aquela bem agitadinha que faz o sangue ferver, e a cabeça ferve e você grita e... Territorial Pissings (Mijadas territorias, no nosso idioma) que se refere justamente ao comportamento dos animais machos que eu falei no post passado. O pior é que tem macho humano quase fazendo isso viu?

"Vamos lá pessoal! Sorria pro seu irmão
Todo mundo unido, tentem amar um ao outro agora..."

Quando eu era um alienígena
As culturas não eram opiniões

Tenho que achar uma saída
Achar uma saída quando estiver aqui
Tenho que achar uma saída
Uma saída melhor, melhor esperar

Nunca conheci um homem sábio
Se existe, é mulher

Só porque você é paranóico
Não significa que não queiram te pegar

Deu pra perceber que a música fala sobre muita coisa. Critica essa hipocrisia tipo: "Vamo todo mundo se abraçar e tá tudo resolvido!" no trechinho de música hippie; Fala de rejeição na infância (hoje em dia tem um outro nominho em inglês que eu não lembro, mas que na minha opinião é só pra amenizar), bem como de generalização das opiniões de acordo com a nação (tipo: todo americano quer guerra, todo brasileiro é malandro, todo iraquiano é terrorista...); fala da superioridade da mulher sobre o homem (e eu concordo plenamente e nunca vou cansar de dizer); Mas acima de tudo mostra um desespero, revolta e medo contra tudo isso junto, contra esse "mundo cruel", por culpa de homens e das mulheres (elas são superiores, mas não são santas) , e tudo isso, mais junto do que nunca, pode resultar paranóia, com razão, mesmo que alguns digam que não!

Eu não prometi?

Eu não prometi uma música de outro álbum? Essa música "se chama-se" Been a son (algo como Ser um filho ou Ter sido um filho, sei lá), gravada em 1991 mas entrou no álbum Incesticide de 1992! Óiaê:

Ela devia ter ficado longe dos amigos
Ela devia ter mais tempo livre
Ela devia ter morrido quando nasceu
Ela devia ter usado a coroa de espinhos

Ela devia ter sido filho

Ela devia ter se destacado na multidão
Ela devia ter dado orgulho a mãe
Ela devia ter caído de pé
Ela devia ter tido outra chance

Essa é fácil né? Só pelo refrão ,"Ela devia ter sido filho", já dá pra sacar que é sobre o preconceito contra as mulheres. Meio que um pai machão falando merda. Além da frase superlegauzis "Ela devia ter usado a coroa de espinhos", porque não uma Jesus? Eu continuo sendo da opinião que já disse antes: não tem pra onde, as mulheres são superiores aos marmanjos, de uma maneira geral, as fêmeas são superiores aos machos (a prova é a atitude mais idiota do mundo, de alguns machos, que mijam nas fêmeas pra "garantir presença", só macho mesmo pra pensar assim véi!), e eu sou muito puto com esses preconceitos e descriminações (citados na música) que as mulheres sofrem. Bom, vou bater um pouquinho nessa tecla, vou criticar os machões mais um pouquinho, e quem é 5% fã de Nirvana já sabe qual será a próxima música...

terça-feira, dezembro 07, 2004

Agora é rejeição

Vou falar de uma música que pode até parecer incompreensível, mas para mim trata de rejeição, que pode ser causada por vários motivos: diferenças, comportamento, am... Bem, a música é Scentless Apprentice (Aprendiz sem cheiro, em português), do álbum In Utero (acho que já tão percebendo qual é o meu disco favorito do Nirvana, mas, na próxima, eu juro que ponho músicas de outro álbum) lançado em 1993.

Se a maioria dos bêbes tem cheiro de manteiga
O cheiro dele era nenhum
Ele nasceu sem odor e sem sentidos
Ele um aprendiz sem odor

Vá embora! Caia fora! Caia fora! Caia fora...

As amas de leite se recusavam a dar de mamar para ele
Eletrólitos têm cheiro de sêmen
Eu prometo não vender seus segredos perfumados
Há inúmeras fórmulas para se esmagar flores

Eu deito no chão e fertilizo cogumelos
Vapores gasosos vazam e se transformam em perfume
Você não pode me demitir porque eu me demito
Me jogue no fogo e eu não vou movr um músculo

Pelo livro Retratos de uma autobiografia-Kurt Cobain de Marcelo Orozco (Recomendo, apesar de discordar de algumas poucas coisas) descobri que essa música tem certa inspiração no livro O Perfume do alemão Patrick Süskind, que narra a história de Jean-Baptiste Grenonille, um cara cheio de diferenças (como não exalar odores, em contraste com seu olfato aguçado) que cresceu rejeitado, tornou-se perfumista e em busca de aromas celestiais matava virgens para extrair suas fragrâncias. Kurt simpatizou um rejeitado por suas diferenças e com um talento especial (eu também, só não tenho um tal talento, afinal de contas idiotas não têm talento). A música toda é uma mistura de descrição das diferenciações com a rejeitção, bem como um cara se colocando no papel de vítima revoltada contra tudo, nos gritos alucinados do refrão: Caia fora! Não sei se todo mundo, mas eu me sinto diferente demais, o que acarreta em algum "incômodo", pra não dizer revolta e transtorno e depressão e CAIA FORA!

sexta-feira, dezembro 03, 2004

Sofrimento de novo...

Por que o sofrimento verdadeiro sempre é causado por amor? Seja pela perda, pela falta ou sei lá, tem que ter amor no meio? Letra conhecidíssima do Nirvana (com a qual me identifico muito viu), Heart-Shaped Box, Coração-Caixa Fechada, saiu no In Utero:

Ela me vê como um pisciano quando eu estou fraco
Fui trancado em sua caixa em forma de coração por uma semana
Fui arrastado para seu poço de piche magnético
Eu queria poder devorar o seu câncer quando seu corpo ficasse roxo

Hey! Espere!
Tenho uma nova queixa
Eternamente em dívida por seu conselho sem preço
Ódio! Espere!
Tenho uma nova queixaEternamente em dívida por seu conselho sem preço

Orquídeas carnívoras não perdoam ninguém
Eu me esculpi com cabelo de anjo e respiração de bebê
Hímen rompido de sua alteza, sou deixado no escuro
Jogue para bixo seu cordão umbilical para que eu possa subir de volta
Não sei se depemde de cada pessoa, deve ser mesmo, mas eu olho pra essa música e não vejo necessidade de explicação... É frustração amorosa pura! Tão forte que chega a bater a vontade de não ter nascido... Mas amor é amor, e ainda amando se deseja salvar o outro, mesmo que levando altos tocos, ou mordidas como na música, você se sente inevitavelmente atraído. E quer conviver com o ódio, mas não consegue, e o fruto do amor... AAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, novembro 24, 2004

Será que o romantismo morreu?

Essa é uma pergunta que na minha opinião é intrigante. Sei lá véi, mas pessoas como eu, por mais que tentem ser cavalheiros e romanticos nunca têm esses comportamentos notados ou valorizados. Bom, uma música que exemplifica isso é "Spank Thru", gravada em 1988, mas não lançada nos cds oficiais da banda.

Há uma montanha suave e pretenciosa
Há luar nas árvores
Todas as flores cantam em ré menor
E os pássaros voam felizes
Estaremos juntos mais uma vez, meu amor
Vou te pegar de volta, baby, baby

Não consigo explicar por que não demos certo depois do início
Viver sem você garota, arrebenta meu coração
Yeah!!!!!!!!!

Posso senti-lo, segurá-lo
Emendá-lo, dar formato, ir moldando
Posso cortá-lo, sentir o gosto
Espancar, bater, mastrurbar, ejacular

Tenho procurado pelo brilho diário
Sempre ouvindo o mesmo velho
'Rapaz, tenha fé'
Posso fazer coisas que voce nem imaginaria possíveis

Todo mundo deve ter reparado que no meio da música a temática muda rapida e bruscamente: de um carinha apaixonado, flutuando, embora sofrendo certo abandono, para, depois do grito de desabafo, um cara sacana, safado, de saco cheio do que os outros aconselham. Não sei se sou só eu, e o Kurt é claro, que se sente assim, mas as vezes eu canso de tudo isso. Mas a verdade é essa: as mulheres são mais inteligentes que nós, mas existem algumas que quanto mais se dá mais quer, e a vontade de dar um grito de revolta eh quase que incontrolável as vezes...

A Explicação de "Moist Vagina"

Esta é a letra de "Moist Vagina"(Vagina Úmida, em português), uma música que entraria no álbum In Utero, mas sofreu tipo uma censura da gravadora, que temia processos.

Ela tem uma vagina úmida
Eu, particularmente, prefiro a circunferêrncia
As paredes perceptivas do ânus dela
Do ânus dela
Eu prefiro ela a qualquer outra Marijuana!

À primeira vista parece sacanagem pura (eu também achei isso), porém, coloque-se na seguinte situação: você é um cara, meio que "o rejeitado", e se apaixona por uma garota, tipo a "líder de torcida", que todo mundo quer, mas ela não te quer. Certo dia, após assistir a uma aula, sei lá, de biologia (e ficar com aquelas besteiras na cabeça), você, um cara frustrado, vai se anestesiar (o anestésico, nesse caso, é a marijuana), e então, chapadão, começa a usar da forma mais sacana as coisas da aula de bio, tipo tentando ofender aquela que lhe causa tanta dor, e mesmo assim, no final de tudo ainda confessa que trocaria a maconha por ela. Então essas coisas sacanas e aparentemente sem sentido expressam um dor amorosa, de um amor não correspondido. Digamos que seria um tipo mais moderno da segunda fase romântica (aquela, a ultra-romântica ou mal do século, dos caras depressivos e tal). Então pára com esse papo de que as letras do Kurt não têm sentido!!!!!!!!!!!!!!